DEPENDÊNCIA
Essa silhueta encostada em minha nuca, era a estampa da tua boca que começava a beijar meu corpo...o altar dos seus sonhos,
a atmosfera que te deixava maluca.
Por que a Dependência ? essa estranha química mortal que transforma meros mortais em deuses dominantes.
Bastava aqueles instantes, eternos instantes...mas que não foram suficientes, nem capazes, dependentes.
Foram a ventos, mares e perderam-se pra nós, os viventes.
Agora só, dependente...da fala que faltava,
eu queria continuar sendo só seu, sendo eu mesmo
aquele que era eu, mas que em eu não se transformava.
Partiu sabendo que não voltava...
a esperança, a fala, a razão, a causa.
Sabia que sofrera a tão amarga...pausa
E que a vida continuava...
Soberana, suprema, sem prévia autorização...
Voltou então, para ser carência,
agora vive a ilusão de que com ou sem coração,
vai viver em dependência.
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