quinta-feira, 25 de agosto de 2011

SAUDADE

Soa-me o som do extinto, do que nunca vi, nem escutei...
Tento compreender o que faltou - do que sobrou, não me lembrei.

Sinto por não sentir as batidas descompensadas, das velhas e poucas palavras, que ouvi, mas não lembrei.

E pelo sentido de sentir que busquei, e, enquanto vivo, vivo indeciso, se esqueci ou não lembrei.

Quero humanizar-me outra vez com a paz que transmite o vento,

Quero está vivo em algum momento...
Hoje, sempre, no passado permanente...
Para que eu possa de SAUDADE sentir vontade de viver novamente um momento ou de pertencer a um breve espaço de tempo,
em que nós (eu e o que escreve), estávamos presentes.

Não sei se verei um dia a clara e nítida explicação para o que falam sobre saudade, como se por falta, faltasse a razão....
De ter tudo catalogado, fotografado, marcado em vazio, num sentir
sem coração.



                               Jackson Lima Ferreira