sábado, 15 de outubro de 2011

Somos Mortais



Compreendemos a força que nos move à vida e mesmo sabendo,
continuamos matando, continuamos morrendo.

Somos do senso incapaz, somos quase humanos, somos mortais.
Queremos retroceder, mas o nosso proceder, inverte o processo.
Queremos criar um verso, mas não é essa a frase !

Nós temos a base de tudo que conhecemos, mas conhecemos tudo muito pouco.
E das verdades que sabemos, tudo é muito oculto, turvo, pouco veraz...
somos simples, somos mortais.

É que a vida não nos espera até compreendermos tudo. E o pouco que vivemos, não justifica tudo !
É quase uma conquista, uma vida há mais. Somos quase nós, somos a soma do hoje se faz...

Somos pequenos, confusos, somos nós mesmos, somos simples mortais.

sábado, 1 de outubro de 2011

DEPENDÊNCIA

Essa silhueta encostada em minha nuca, era a estampa da tua boca que começava a beijar meu corpo...o altar dos seus sonhos,
a atmosfera que te deixava maluca.

Por que a Dependência ? essa estranha química mortal que transforma meros mortais em deuses dominantes.
Bastava aqueles instantes, eternos instantes...mas que não foram suficientes, nem capazes, dependentes.

Foram a ventos, mares e perderam-se pra nós, os viventes.
Agora só, dependente...da fala que faltava,
eu queria continuar sendo só seu, sendo eu mesmo
aquele que era eu, mas que em eu não se transformava.

Partiu sabendo que não voltava...
a esperança, a fala, a razão, a causa.

Sabia que sofrera a tão amarga...pausa

E que a vida continuava...
Soberana, suprema, sem prévia autorização...
Voltou então, para ser carência,
agora vive a ilusão de que com ou sem coração,
vai viver em dependência.