Já se sabe que mistério pode haver na lágrima de uma mulher:
É saber sem ela dizer, o que ela quer.
É sentir o seu perfume ser transmitido no seu toque,
É dizer por meio do silêncio velado de morte,
que a ama novamente e que a deseja, mesmo não sendo tão forte !
Não sei mais...
estou confuso: não falo, não penso, estou mudo.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Torpor
Somaram-se vinte segundos até o próximo segundo que pensei em ti
Pensei novamente, abri... o olhos de repente e já te perdi de novo
Não consegui retomar o pensamento
é como se esse dado momento, não me permitisse voltar
o tempo.
Acreditei na inocência, desculpei a cala da consciência que
que já não é tão eu,
não me permito ser eu, prefiro as amarras, as garras da mente
ateu
Acredito no tempo, descansando na plenitude
peço que o tempo com o tempo,mude
desvendando seu único mistério:
Que os segundos cuide
pra que as horas não passem
pra nossas vidas, pare
ou continue,
mas
que
ande
e
aí
quem sabe...
domingo, 1 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Lista
Constava na lista. Meu nome vinha logo em seguida do seu, ou era o seu que antecedia o meu ?
Como tantos outros que ali constava...para sacramentar, formalizar a promessa...
Do eu, ser teu, para sempre, para sempre... ?
Na lista não constava uma lista de presença, não descrevia a ausência que uma dia te privaria da paz.
Assinei a lista sabendo que precisava ser pleno... já sabia antes.
Mas não respondi à pergunta vagante: - É por amor ? "Foi por amor", pensei eu displicente; pensante.
Fechou-se o livro está lá...meu nome e o teu...sei que hoje não sou o mesmo eu que assinou a lista.
Sei que tu também perdestes de vista a realidade que prometi.
Eu não menti, consta na lista, há a escrita que está por extenso;
O meu nome fui eu que escrevi...a promessa que era eterna, foi consumida ao longo do tempo...
não sei em que momento.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Lapso
Vi a noite chegar com a cinzenta clareza do acaso.
Foi por acaso que comecei a lembrar...
deveria ser só um lapso fortuito sem muito significado.
Mas, permaneceu lá ainda que velado,
selando a saudade, talvez, pesar
dos momentos que tenho vivido.
os vejo muito maltratados.
Senti de volta a tua ternura, a doçura dos teus lábios,
me senti de volta ao mundo dos vivos
retornei da sanidade a loucura
mas foi diferente tê-lo vivido.
Vejo que a lembrança é pedido
feito incansavelmente pela inconsciência
num último arfar
pra dar ciência a uma mente cansada
quase beirando a demência.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Eu sou culpado
Por ter provocado a sensibilidade do teu choro
mesmo sabendo que morro a cada lágrima que derramas
Eu sou culpado, quando em silêncio me chamas,
mas não estou mais presente
Quando a tua pele me espera, eu
estando ausente, estou eu mesmo presente
nessa tua falta.
Me falta a compreensão do eu e num cérebro
autômato
eu não encontro eu.
Porque eu sou culpado de ter te dado
a ferida aberta, a escolha sem opções
a certa
Sou culpado por ter amado um dia
e nessa noite no meu quarto apertado
senti a angústia da tua agonia.
De me ter por perto, de ser protegida
de voltar a ter alma,
de voltar a ter vida.
Sou culpado porque já me julguei
e por ter amado o que desamei
me culpado daquilo que
hoje vivo e habito
sem saber como criei.
Hoje Eu Lembrei de Você
É que a saudade que me sufoca, hoje foi mais forte que o meu fôlego.
É que a lembrança pra quem lembra, é saudosa e partida como cego sem olho.
Lembrei com medo. De que a lembrança seja vestígio da saudade...
Porque a saudade separa o tempo que junta.
É que seu cheiro permanece impregnado no meu cérebro, perfumando saudadosas lembranças.
Redimindo momentos, eternizando esperanças.
Hoje eu lembrei de você, só por te ver sempre e sempre por te ver só.
Sempre lembro da despedida, do vão que nos separa, do sol que não nasce, da nuvem que não paira
e da vida que continua....
Me lembrei da rua, do vento que sopra só, do só no sentido pleno
hoje sereno, pensei em te ver, me vi sozinho
me lembrei de você.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Pra que o fim ?
Recebi a sua flor
tinha o cheiro da sua pele,
a cor da sua íris
tinha o arco-íris
em cada pétala formada.
A forma do amor representada
na flor que você enviou
e a mim me foi dada.
Encontrei sentido nesse gesto,
era a peça do objeto do
desejo que tu desejavas.
Significava fim, começo de uma
longa jornada
da qual a
flor
única e solitária
com exuberância de rainha
representava.
Fui até seu jardim
plantei uma pra mim,
mas a flor já não conseguiu ser cultivada.
Secou...sem pétalas, sem cor, sem íris, sem arco-íris
morreu em mim.
Enviastes pra que fim ?
sábado, 7 de janeiro de 2012
Pulvis
Eu estive só como a solidão dos mortos.
Fiquei em silêncio como o silêncio dos culpados,
porque os calados, consentem...
Porque estive ausente.
Porque estive ausente.
Eu senti dó da dor que eu senti
e percebi que essa é a pior dor.
Me sentir criação castigada pelo Criador.
Vi a cor que tem a escuridão dos amargos segundos
de se perceber no mundo
sem nem ao menos fazer parte dele.
Eu era aquele que pensava e escrevia
que em plena noite fria
calava o choro de tuas lágrimas
com o acalento de uma poesia.
A chuva que cai o silêncio vazio
nada mais hostil o
silêncio me traz.
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