Segurei a mão com a força de quem necessita de ajuda.
Era segura, imparcial, a mão que segurava a minha mão, era a mesma que me puxara
do abismo emblemático criado pela minha mente,
algo inocente que ficou sério no final.
Já não conseguia sair só, precisava de uma mão amiga pra dizer a outra mão, que tudo que vemos é vida...
mesmo não entendendo a razão da cura virar ferida.
E que o coração desobedece a formatos, bombeia sozinho
involuntário
maltrata e consola a dor que outrora já nos fez feliz
num mundo encantado, utópico, imaginário.
Agora do outro lado, vejo a outra mão, ela é minha também
segura a outra, me faz bem.
me transmite a paz, ficam juntas sem cobranças,
me sinto criança, guiada pela imaginação...
São as duas mãos que eu mais precisava:
Uma que me erguia a outra que me afagava.