segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pra Tanto

Pra quando a solidão te fazer uma visita ou quando teu corpo suplicar o meu...
Quando tua boca não mais se contentar sozinha,
vou ser teu abrigo, amigo, vou ser todo seu.
"E pra sonhar, não é preciso nem adormecer, o pensamento voa até você, parece até que estás comigo.
E pra sonhar, basta lembrar que amei um dia, então viajo em minha fantasia...
quando acordo você não está, comigo aqui".


                            
A solidão dos que choram e pranteiam, é maior que a minha e a sua, porque sua pele é nua...sua carne é crua e
seu sangue não bombeia.




                                              Jackson Lima Ferreira

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu sei


Essa era a única frase que eu não deveria ter dito.
Porque era aquele o momento, o maldito.
Era a apelação suprema do sentimento restante que me cobrava uma
resposta, e minha causa angustiante, dizia eu sei... você é capaz, rapaz...vá avante.
Eu quero parar de saber que eu sei, porque desconstrui o que você entende e se me entende, não reconstruirei.
Peço ao silêncio, alguns instantes de carência, que deixe em meu mundo o seu significado, a sua ausência.
Eu só preciso saber como funciona, como se perde e se ganha, sem querer saber bem essa façanha.
Preciso de mim, agora, e que seja o bastante, preciso do "eu" que chora por não entender de lei,
preciso me julgar agora, pra não deixar de saber outrora, o que ainda não sei. Disso eu sei !!

                                    Jackson Lima Ferreira

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Minha "alma" está  d i v i d i d a:
Uma parte me diz que é a vida;
a outra, que é a morte da vida que estou
vivendo.

                                             Jackson Lima Ferreira
TRIBUTO AO INDIGENTE

A cala súbita da noite reflete o silêncio vazio de um ser que dorme.
Antes, tolo e tardio, já viveu épocas passadas..
Hoje o mesmo jornal que lhe serve de cobertor, noticia a sua
sentença. Fala a cala da dor e que por ter só sua presença, não
se considera um ser.
O mundo ao redor do seu é o mínimo do tão grande, a vida que já
viveu, pagou a época que não vai avante.

Desperta o sono breve do jaz, no bêco da aplaudida vida...
Fez-se vivo os animais, como eles tenho vivido.
Sou um ser mal resolvido, resolvi não viver,
mas vivo sem ter resolvido.

                               Jackson Lima Ferreira

terça-feira, 5 de julho de 2011

TER MORRIDO DE AMOR

Eis a mais inigmática de todas as perguntas: Por que amamos tanto e no entanto, nunca amamos nunca ?
Por que fomos feitos pelo mais CELEBRE a desejar ser feliz e no entanto, não entendemos o que a vida nos diz ?

Por que não desejo, o desejo pela metade ?
Por que coloco no outro a façanha de ser feliz, só com minha felicidade ?
Por que entendo pouco e ainda assim, me falam em saudade ?
Por que ainda encontro na breve vida a certeza da partida... do dessabor ?

Por que não causo em mim a ferida, de ao invés de ter matado..ter morrido de amor ?
 
                                          Jackson Lima Ferreira

sábado, 2 de julho de 2011

N I I L I S M O

Eu deixei de amar o significado.
Nem sei mais o que é pecado
Nem a quem tenho machucado.
Sei que escondo a dor dos outros nas minhas lágrimas e as minhas lágrimas, no comprimido que me tem ajudado.
Talvez o que sobre seja só o pó da razão ou o que importe seja a quantidade dos dedos que ainda tenho nas mãos.
Onde um deles me aponta o outro me liberta.. e a janela que abre e permanece aberta, não é a mesma que consigo ver:
Se estou preso, pérpetuo ou não, se estou vivendo ou só vivendo só na multidão.

                                        Jackson Lima Ferreira
E S P E L H O

Hoje ainda não me olhei no espelho.
Talvez tenha medo de não me ver: Este ser tão inconstante, diferente um pesadelo.
Este ser tão puro, seguro, sem desespero.

Hoje ainda não me olhei no espeljo.
Não busquei a minha sombra, que me assombra noite e dia.
Não busquei a minha face...minha tristeza, minha alegria.
Não busquei minha diferença, minha igualdade, minha simetria.
Não busquei a minha resposta que me pergunto, e que me desafia.

Hoje ainda não me olhei no espelho. E minha dissonância natural, me mostra um ser normal e por inteiro.

Mas, o hoje passa e talvez eu desista, pois talvez não haja espelho... ou talvez nem mesmo "eu" exista.

                                                                                                    Jackson Lima Ferreira.