quinta-feira, 24 de novembro de 2011

?

Eu  pensei que curava a ferida, que sabia a saída e

que sozinho, sairia do labirinto.

Eu pensei em absinto, quando pensei no formato do teu sorrizo.

Pensei no abismo e no perigo

de sua descida ou de sua escalada

Eu pensei que era a amada a vida que eu sabia,

mas eu não sabia nada.

Eu sabia que a água era incolor, insípida e inodora

eu sabia que curava a ferida,

eu só não sabia a hora.

Que eu sabia, e que o agora é o agora.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Poder Possuir

...Seja a resposta dos que amam ou desejam, procuram e não saibam.
O poder possuir, a infinidade de amarras que se cria: a pele, o contato, o sabor
de sentir-se escravo da própria vontade
o seu amo .... que o assedia.
Doce veneno que os nutre e os mata com prazer sadio.

Sente-se arrepios quando juntos estão, ou longe se vão, abrindo portas, fechando feridas,
causando à vida e à morte, a mesma sorte que ambos dividiam.

É que é indolor, paciente, calmamente se instala, e quando se ver, não pára.

Porque envolver-se, é preciso. Possuir e ser possuído,
viver perto, dentro ou fora do abismo.

Não há jeito ou fórmula compreensiva, que reedite a vida, sem o prazer de ser vida.

Ter o poder de crer, que possuir, é poder querer ser possuído.
Jogado à própria sorte...
Se vai perante a vida ou a morte, possuir alguém ou o alguém ter a sua posse.