sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Segurei a mão com a força de quem necessita de  ajuda.
Era segura, imparcial, a mão que segurava a minha mão, era a mesma que me puxara
do abismo emblemático criado pela minha mente,
algo inocente que ficou sério no final.

Já não conseguia sair só, precisava de uma mão amiga pra dizer a outra mão, que tudo que vemos é vida...
mesmo não entendendo a razão da cura virar ferida.

E que o coração desobedece a formatos, bombeia sozinho
involuntário
maltrata e consola a dor que outrora já nos fez feliz
num mundo encantado, utópico, imaginário.

Agora do outro lado, vejo a outra mão, ela é minha também
segura a outra, me faz bem.
me transmite a paz, ficam juntas sem cobranças,
me sinto criança, guiada pela imaginação...
São as duas mãos que eu mais precisava:
Uma que me erguia a outra que me afagava.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Pensar
Momento


Não adianta sentir medo da escalada da vida. O abismo tem a mesma profundidade: você subindo ou descendo.
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O homem está morto, quando se olha no espelho e só enxerga o espelho.
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A vida é o tempo calculado num espaço que nem eu nem você tem acesso.
É o sonho de viver mais, tendo a morte por certo.
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O maior e mais decepcionante conflito vivido pelo homem, é quando ele já não sabe mais abrir a porta à sua frente, nem fechar a que abriu anteriormente.